Polêmica do óleo de coco

Polêmica do óleo de coco

Polêmica do óleo de coco

 

        Extraído da massa da fruta, o óleo de coco vem sendo muito usado, nos últimos anos, como poderoso auxiliar na perda de peso devido ao seu poder de saciedade e, também, por ser antioxidante e anti-inflamatório. Rico em vitamina E, gorduras saturadas e triglicerídeos de cadeia média, o óleo está tão presente na vida dos brasileiros, que se tornou a pauta dos principais jornais na última semana.

 

Entenda a polêmica do óleo de coco

       A polêmica começou depois de uma pesquisadora da Universidade de Harvard, nos EUA, dizer que o óleo de coco era “puro veneno”. Essa declaração, direta e polêmica, pegou de surpresa as pessoas que consumiam o óleo no seu dia a dia.

        O que muito se discute é que, quando se tem um modismo tão grande de um alimento, como aconteceu no caso, declarações diferentes do que esperamos pode se apresentar como extremista.

       Apesar de alguns artigos científicos mostrarem possíveis benefícios desse alimento, não houve consenso entre a comunidade acadêmica no que se refere ao óleo possuir realmente essas propriedades nutricionais.

       O que sabemos, hoje, é que o óleo de coco é um alimento rico em gorduras saturadas o que leva ao aumento do LDL, considerado colesterol ruim e associado com doenças cardiovasculares. Dessa forma, a Associação Americana do Coração não recomenda o consumo desse alimento.

       Seguindo na linha do uso do óleo de coco para cocção, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia também não aconselha seu uso de forma regular, e reforça as gorduras insaturadas - canola, girassol, azeite - em níveis moderados, como a melhor forma para essa finalidade.

 

Então o óleo de coco é um veneno?

 

         É importante frisar que, assim como não podemos idolatrar qualquer alimento, também não podemos ser extremistas, classificando-o como um veneno. Nossa relação com a alimentação também é emocional, logo não devemos separar os alimentos em bons e ruins, mas sim em alimentos que devem ser moderados e aqueles que devem ser encorajados.

         O óleo de coco é um desses alimentos que não devem ser substitutos de óleos de cocção, nem usados na perda de peso pela sua característica de provocar saciedade. Mas, se as principais associações responsáveis não indicam seu uso, por que muitos insistem em usar e disseminar seus benefícios? Simples: os indivíduos que procuram resultados rápidos ou desafiadores, querem alternativas diferentes para sua alimentação e julgam que essas estratégias vão fazê-los atingir seus objetivos. O modismo é algo difícil de combater em meio a tanta informação equivocada. Poucos realmente acreditam que a alimentação básica e equilibrada é a chave para uma vida mais saudável.

 Caso você tenha alguma dúvida, procure um profissional para se orientar. Vamos viver uma vida com menos modismos e mais comida no prato?

 

Cristina Trovó

Nutricionista

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