Óleo de coco

Óleo de coco

Óleo de coco

Alimentos sacietógenos são alimentos que favorecem a saciedade por serem compostos por fibras solúveis em água. Em alguns casos eles podem ser calóricos, porém compensam isso garantindo uma sensação de saciedade duradoura.

Um erro frequente em dietas é a escolha apenas de alimentos de baixa caloria que não dão saciedade. Isso leva o indivíduo a sentir fome rapidamente, o que pode se tornar um problema para a continuidade do tratamento e da dieta.

Nas próximas semanas, alguns representantes desse grupo de alimentos -  como o abacate, o óleo de coco, a semente de chia e a semente de linhaça - serão temas de artigos. 

Começaremos pelo coco. Seu uso é bastante comum no Nordeste brasileiro e o óleo derivado dessa fruta, utilizado largamente pela indústria de alimentos, é rico em TCM (triglicérides de cadeia média). Antigamente, a gordura de coco era bastante utilizada, porém com o tempo foi substituída por óleos vegetais e margarinas.

O óleo de coco é derivado da massa do coco. Rico em gorduras saturadas, deve ser extraído a frio, pois , como todo óleo que passa por processo de hidrogenação,  se industrializado e muito aquecido, torna-se rico em gorduras trans, que causam oxidação e prejudicam o equilíbrio do perfil lipídico do sangue. A vantagem das gorduras saturadas, como a de coco, é que são as mais resistentes à oxidação e mais estáveis ao calor. Portanto, podem representar uma opção interessante para uso culinário.

Por estudos científicos recentes foi possível verificar que uma dieta rica em óleo de coco não aumenta o colesterol e nem o risco de desenvolver doença coronariana. Opostamente ao imaginado, o óleo age aumentando a fração HDL do colesterol (“colesterol bom”), normaliza os lipídeos (gorduras) corporais, protege o fígado dos efeitos do álcool e aumenta a resposta imunológica contra diversos micro-organismos, sendo também benéfico no combate aos fatores de risco para doenças cardiovasculares.

Em 2003, a Organização Mundial de Saúde reafirmou o fato de que existem lipídios que diminuem e outros que aumentam o risco de doenças cardiovasculares, levando em consideração o já conhecido papel aterogênico dos ácidos graxos saturados, trans e do colesterol. Os ácidos graxos insaturados exercem efeitos protetores, podendo reduzir os níveis sanguíneos de LDL e de triglicérides. Por outro lado,  o consumo de ácidos graxos poliinsaturados deve ser controlado, uma vez que podem diminuir a produção de HDL e aumentar a oxidação do LDL. Os ácidos graxos monoinsaturados são os que ganham maior atenção no momento, por não reduzirem a produção de HDL e não provocarem a oxidação das LDL.

Recentes pesquisas comprovam ainda que o óleo de coco pode desempenhar  atividade anti-inflamatória devido à sua capacidade de elevar os níveis da interleucina 10, um poderoso agente anti-inflamatório.   Também é rico em vitamina E, um grande agente antioxidante e pode ser conservado por longos períodos, sem necessidade de refrigeração ou adição de produtos químicos. Embora os estudos atuais demonstrem as propriedades nutricionais benéficas do óleo de coco, a Organização Mundial da Saúde (OMS) ainda não o reconhece como um alimento funcional e, portanto, não estabeleceu a recomendação do consumo do produto e de seus componentes.

As pesquisas, no entanto, indicam que um adulto, provavelmente, obtém os benefícios do alimento ingerindo de 10 a 20 g de ácido láurico por dia.

Ariela Issa

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