Culinária Japonesa

Culinária Japonesa

         O crescimento do número de restaurantes com a proposta da culinária japonesa tem chamado muito a atenção. Na tentativa de fazer escolhas mais saudáveis, e seguramente mais light, boa parte da nossa população mudou o hábito alimentar e aprendeu a comer sushi, sashimi, yaksoba entre outros pratos próprios dessa cozinha. 

         Até que ponto essas são boas opções alimentares?
         A primeira preocupação é que a maioria desses restaurantes adotou a forma de rodízio para trabalhar, o que estimula o consumo de grandes quantidades. Uma única refeição pode chegar a uma média de 800 a 1000 calorias, um exagero para qualquer pessoa.
       Para frequentar este tipo de restaurante é preciso cuidados. Peixe é um alimento altamente nutritivo, mas muito perecível. Os alimentos manipulados depois de cozidos também são um grande problema. Como  exemplo, o arroz usado no preparo do sushi,  cozido e depois manipulado, pode se contaminar com facilidade.  Normalmente, o sushiman não toca no alimento, mas às vezes isso acontece.  Essas e outras razões fazem do restaurante de culinária japonesa um local de risco se a higiene não for perfeita.
       Escolha bem o restaurante, observando a higiene.
       Em relação ao consumo de peixe cru, o risco é ainda maior, redobre a atenção. Também é importante ressaltar que um dos temperos mais utilizados na cozinha japonesa é o shoyo, riquíssimo em sódio. Escolha a versão light e, mesmo assim, use pouco. Os hipertensos devem evitar o uso desse tempero.
         As gestantes devem evitar o peixe cru devido aos riscos de sua contaminação e, na hora da escolha, preferir aqueles que são cozidos, assados ou grelhados. O mais indicado é o salmão, que possui menor risco de contaminação por mercúrio.
        Ao escolher o prato, exclua as preparações fritas como o  tempurá, hot holl, rolinho primavera e, se preferir o  yakissoba, solicite a versão cozida e não frita. O arroz do sushi leva açúcar na preparação, é contra indicado para diabéticos. Cuidado com os molhos, o tarê é feito de shoyo com açúcar, além de calórico, contém muito sal e muito açúcar.
       Dê preferência aos pratos saudáveis, que contém alimentos como:
 
Peixe – possui alto valor nutricional, rico em proteínas de alto valor biológico, cálcio, fósforo, iodo, ferro, zinco, magnésio, vitaminas A, B e D. Os peixes de água fria são ricos em ômega 3, que diminui o risco de doenças cardiovasculares ( menor risco de infarto ).  Peixes ricos em omega 3,  facilmente utilizados na culinária japonesa, são  o salmão, atum e anchovas. O cálcio e o fósforo presentes nesses alimentos são importantes para o cérebro e as vitaminas do complexo B presentes nos peixes gordurosos, são importantes para o sistema nervoso. Além de tudo isso é um alimento de boa digestibilidade. Mas cuidado, pratos que levam a pele do peixe, devem ser evitados (ela é a proteção do animal contra o meio externo e, por isso, sempre acumula impurezas e é inadequada para a digestão).
Dica: consumir peixes ao menos duas vezes por semana.
 
Shitake – possui substância que estimula o sistema imunológico, além de proteínas, sendo considerado um excelente alimento para os vegetarianos. Possui também uma substância que favorece a diminuição do colesterol. 
 
Shimeji - também contribui para diminuir o colesterol. Tanto o shimeji quanto o shitake fornecem ácido fólico e, além disso, são pouco calóricos e possuem baixa quantidade de lipídios.
Dica: peça para fazer com o mínimo de manteiga possível e com shoyo light. Exemplo: shitake no papelote à moda japonesa ( Veja no site a receita – O Chef ).
 
Gengibre – um poderoso anti-inflamatório.
 
Legumes – são ricos em fibras, minerais e vitaminas variadas, fundamentais para o bom funcionamento do organismo.
 
Algas – são ricas em iodo, mineral importante para o bom funcionamento da tireoide (a falta pode levar ao hipotireoidismo ou ao bócio). Além de serem ótimas fontes de iodo, as algas são pouco calóricas e fornecem boas quantidades de fibras e sais minerais como cálcio, potássio, magnésio, ferro, zinco e cobre.
 
Saiba escolher e  consuma com cautela, sem excessos!!
 
Cristina Trovó
Nutricionista




foto: site guiame.com.br
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